sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Evento: "TAMBORES DE XANGÔ REZADO BAIXO" Realizado em 19/11/2011!

Carnaval Afro é prejudicado em Maceió.


No dia 19 de janeiro o Rei do Maracatu Acorte de Airá Doté Elias, protocolou no Ministério Público de Alagoas um ação contra a Fundação de Ação Cultural de Maceió, por negar apoio ao grupo, tendo envista que esse anos foi a provado a Lei Orçamentaria Anual (ALOA) do Municipio de Maceió no valor de 1.718.455.216,00 e destinado para Fundação de Ação Cultural de Maceió o valor de 3.437.425,00 conforme o demostrativo em detalhes no sit da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento - Sempla na pg 61 a 62 veja no link http://www.sempla.maceio.al.gov.br/Planejamento%20e%20Orcamento/loa/LOA%202012/pdf/QDD.pdf

A proposta do grupo é encentivar a criação de um Pólo Afró nos Carnavais de Maceió para os mais de dez grupos afro culturais existente em nossa capital entre maracatus e afoxés, e mais uma vez foi negado a proposta e o projeto do grupo. Em Maceió não existe uma politica de incentivo para a cultura afró, por não ter os grupos tende a obter mais dificuldades de presevar suas manifestações culturais deixados por seus antepassados.

Fala do Rei do Maracatu - Doté Elias, em sua entrvista. O ano passado eu envestir mais de 5.000,00 reais para que o maracatu pudesse sair no carnaval, através do empréstimo que fiz, esse ano a realidade é outro não tenho condições financeira, procurei buscar apoio com políticos e empresários mais nada feito! Desde da  fundação do maracatu que venho na luta incansável para avalorização dessa manifestação que foi negada em nosso Estado pela perseguição de 1912 o episódio que ficou marcado em nossa história chamado de "O QUEBRA DE XANGÔ".O preconceito a cultura afro é muito grande e sem esse incentivo e apoio fica muito difícilde manter viva a cultura. Foi escolhido através da ancestralidade para leva essa Nação e não posso desistir!.

É um descaso para a cultura afro em nosso estado/AL, nós que fazemos uma cultura de paz, somos desrespeitado e iguinorados por um sistema que nos exclui e proíbe de exercer a nossa cidadania porque somo negros vivemos em favelas, grotas ou morros e pertecemos uma cultura religiosa de matriz africana. A Constituição Federal art. 215 - dis que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais, mais infelismente esse direitos é violados e negados. Eu espero as dignas providências do Ministério Público através do Núcleo de Direitos Humanos na pessoa do Sr. Promotor Flávio Gomes o reparo da Fundação de Ação Cultural de Maceió aos Grupos Afro Culturais prejudicados!.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cresce Mobilização de Protesto Contra Intolerância Religiosa em Maceió

MP de Alagoas poderá ter promotoria de repressão à intolerância religiosa em Alagoas
O procurador substituto do Ministério Público Estadual, Sérgio Jucá, anunciou na última terça-feira (10), que é intenção do órgão criar a Promotoria de Repressão ao Preconceito Racial e à Intolerância Religiosa, dentro do projeto de modernização do MP. Segundo ele, Alagoas passará a ser o segundo Estado com esse serviço, já que atualmente apenas a Bahia mantém uma promotoria com esse objetivo.
O anúncio aconteceu no auditório do Ministério Público, durante audiência do procurador Sérgio Jucá com lideranças dos religiosos de matriz africana, que junto com o coordenador da Comissão das Minorias e Direitos Humanos da OAB-AL, advogado Alberto Jorge Ferreira, e representantes de entidades da sociedade civil que apóiam o movimento contra a intolerância religiosa entregaram a Sérgio Jucá uma representação criminal contra a Prefeitura de Maceió, por ter estabelecido espaço e tempo para os adeptos da religião afro fazerem as oferendas à Iemanjá no último dia 8 de dezembro, na orla de Maceió.
Sérgio Jucá disse que o MP vai estudar a representação criminal e analisar que procedimentos são cabíveis no caso. Ele ressaltou que é dever do Ministério público zelar pela aplicação reta da Lei. “E a Lei não autoriza qualquer ato de cerceamento da liberdade religiosa”, enfatizou, acrescentando que pretende ouvir os religiosos no momento de instituição da promotoria de repressão ao preconceito racial e à intolerância religiosa.

Os religiosos comemoram a notícia de criação da promotoria. “Esse momento é muito importante e estaremos aguardando com grande expectativa a criação da promotoria”, declarou Dote Elias. Já a sacerdotisa e matriarca da religião afro em Alagoas, Mãe Mirian, pediu justiça e agradeceu o apoio do Ministério Público à religião afro. Entre as lideranças religiosas que participaram da audiência estavam o Pai Célio, Pai Jedilson, Mãe Jeane, Mãe Dadá, Mãe Lindalva e Paulo Silva.

A ação no MP inicia uma série de atividades de protesto contra a intolerância religiosa em Maceió. Também está sendo organizado um grande cortejo e atividades culturais, nos dias 1º e 02 de fevereiro, para lembrar o “Quebra de 1912” e denunciar as perseguições que ainda hoje sofrem as religiões de matriz africana em Alagoas. 

Valdice Gomes – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal) 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

21 DE JANEIRO, DIA NACIONAL DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Neste dia 21 de janeiro; que este ano será num sábado; é comemorado no Brasil o  Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, instituído pela   Lei 11.635/2007, sendo também o “Dia Mundial da Religião”; de forma que enquanto URI - Iniciativa das Religiões Unidas (Círculo de Cooperação de Brasília)* com o apoio do Encontro da Nova Consciência*,  não poderíamos deixar de colaborar na lembrança destas datas, a qual nos reporta aos compromissos que sempre abraçamos, de trabalharmos pela  reconciliação, o diálogo, a cooperação  a paz e o respeito entre as religiões, tradições espirituais e indígenas.